SALA DE LEITURA DA EAT

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Vê-se CS Lewis no Quadro Central, ladeado por seus livros, o Busto de MacDonald à direita e a "Vela do Saber" acesa.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O que está por trás da frase “o mundo inteiro jaz no maligno”?

Esta enfática e decisiva declaração de João Evangelista (I João 5,19) sem dúvida comporta muitos sentidos profundos e portentosos para a Teologia Cristã, e sempre seria oportuna uma reflexão ou revisão de nosso entendimento do que encerra, sobretudo no ambiente de estudo de uma escola teológica. Mas um sentido específico traz uma noção assaz necessária para divulgação nesta época de caos em todas as áreas, a começar e culminar pelo caos das seitas ou da infinidade de religiões modernas, que impede a identificação do Caminho iluminado por Jesus Cristo. Afirmar que o mundo inteiro está morto sob o poder do Mal (é este o sentido literal) tanto empresta aos ateus o suposto trunfo da descrença no controle de Deus sobre o planeta, quanto permite aos crentes a posse de uma resposta-curinga para todo o sofrimento e caos da Terra, justificando, inclusive, as aberrações de violências registradas no Velho Testamento e levadas a termo ao longo da História. Para os céticos, toda a violência humana (sobretudo as atrocidades fratricidas milenares entre árabes e judeus) aparentemente aprovadas pelo Velho Testamento e pelo Alcorão, são a prova cabal de que, se Deus existir, ou ele é mau ou não tem controle sobre o mal terrestre.
Para os cristãos, toda a violência do mundo, mormente as fratricidas citadas, são a prova inequívoca de que o estado atual do mundo é o resultado de uma guerra sobre-humana e invisível, cujo início se deu ainda antes da chegada da Humanidade à Terra e cujos efeitos não podem ser impedidos, sem a interrupção brusca, “ilegal e injusta” da liberdade, que ao final redundaria na frustração total dos planos de Deus. De fato, CS Lewis disse que ao permitir o Livre-arbítrio, Deus sabia dos riscos que corria do aparecimento da maldade, mas mesmo assim julgou válido correr o risco, tão somente para possibilitar a criação de seres livres e assim capazes de retribuir-LHE amor verdadeiro, o amor voluntário. Todavia, embora até agora o Mal tenha agido “livremente” (muitas vezes até respaldado em lei, como na Torah), não será sempre assim, pois o Juízo Final virá, e na contagem regressiva de Deus, está às portas. Quem tiver dívidas com Ele neste mister, está na hora de se cuidar, pois ninguém sabe quando os ponteiros dos nossos relógios coincidirão com os ponteiros do relógio de Deus. Aviso não faltou. Se o leitor procurar no Google pelo título “O Paparazzo e Dona Saúva” verá uma conversa descontraída mas profunda sobre a questão do Livre-arbítrio. Clicando no título DESTE post, o amigo verá uma explicação simples e exata acerca dessa questão, na palavra de um presbítero da mesma igreja de CS Lewis.

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